Read Antología poética: El poeta es un fingidor by Fernando Pessoa Ángel Crespo Online

Title : Antología poética: El poeta es un fingidor
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ISBN : 9788423918676
Format Type : Paperback
Number of Pages : 400 Pages
Status : Available For Download
Last checked : 21 Minutes ago!

Antología poética: El poeta es un fingidor Reviews

  • Luís C.
    2019-01-30 20:55

    O poeta é um fingidorFinge tão completamenteQue chega a fingir que é dorA que deveras sente.#Mas onde afinal as estrelas não são senão estrelasNem as flores senão flores,Sendo por isso que lhes chamamos estrelas e flores#Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnicaFora disso sou doido, mas com todo o direito de sê-lo#O tempo passa,Não nos diz nada.Envelhecemos.#Nem fomos mais do que crianças#Assim façamos nossa vida um diaQue há noite antes e apósO pouco que duramos#Quero erguer alto acima de onde os homensTêm prazer ou dores.#Mais vale arrumar a mala.Fim.

  • Felisberto
    2019-02-02 20:11

    Fernando Pessoa… é tudo que diz ser e nada disso ao mesmo tempo. É tão volátil, tão flexível e por vezes tão estático que, propriamente, se diz contraditório.Esta forma de ser e de estar fá-lo apetecível e adequado a qualquer pessoa que o leia; quanto mais não seja num ínfimo minuto de uma vida, em que se vive porque simplesmente se está vivo, ou que se vive porque simplesmente se espera pela morte. São duas formas diferentes de se ser pessoa, mas que não se constituem absolutamente incompatíveis: tudo muda de um momento para o outro, as pessoas mudam, os estados d’alma mudam, os espaços mudam, a vida vivida muda…Por tudo isto é que Fernando Pessoa, na sua complexidade poética, consegue (querer) ser tanto não sendo nada, e, ainda, contraria e simultaneamente, consegue (querer) ser o nada sendo tudo o que (não) sente e (não) diz. Ora aqui está a dor do poeta, sentida ou fingida, é uma dor poética que, por ser tão natural, é confusa e dissolve-se em si mesma.Concordando ou não, dependendo das pessoas e das ocasiões e situações de vida, penso que ninguém será capaz de ler Fernando Pessoa e dizer que nunca se sentiu assim. E é nesse ínfimo momento ou minuto de que falei que cada pessoa se encontra com o próprio Fernando Pessoa ou com um dos seus heterónimos porque, sendo todos tão diferentes, todos eles passam por um sentido de vida que se pode chamar de «não sentido com sentido» ou «sentido sem sentido». Fernando Pessoa é só lê-lo e senti-lo, ou lê-lo e pensá-lo; cada qual tem opção de escolha. Assim será belo ou feio, interessante ou desinteressante, coerente na sua incoerência ou incoerente na sua coerência…Bem, acho que estou mais confuso ainda que a poesia heterónima de Pessoa. Assim sendo, calo-me e deixo que cada leitor retire desta leitura as suas próprias (in)conclusões. A mim só me compete recomendar esta antologia, embora falte muito material poético que não permita conhecer os heterónimos na sua plenitude, deixando captar uma boa dose das suas qualidades de poeta. Este não de certo o melhor livro para conhecer Fernando Pessoa com mais profundidade; faz-se bom porque é uma constituição agradável (mas ainda bastante incompleta) de Fernando Pessoa.Sem querer ser chato, mas sendo-o, porque tenho essa liberdade, deixo aqui alguns poemas e algumas partes de poemas que mais me atraíram nesta leitura:(pp. 92)“Entre o sono e sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim. Passou por outras margens, Diversas mais além, Naquelas várias viagens Que todo o rio tem. Chegou onde hoje habito A casa que hoje sou. Passa, se eu me medito; Se desperto, passou. E quem me sinto e morre No que me liga a mim Dorme onde o rio corre — Esse rio sem fim.”(pp. 172)"O que falhei deveras não tem esperança nenhuma,Em sistema metafísico nenhum,Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?”(pp. 205)“Tanto destino diverso que se pode dar à vida,Á vida, afinal, no fundo sempre, sempre a mesma!Tantas caras curiosas! Todas as caras são curiosasE nada traz tanta religiosidade como olhar muito para gente.A fraternidade afinal não é uma ideia revolucionária.É uma coisa que a gente aprende pela vida fora,onde tem que tolerar tudo,E passa a achar graça ao que tem que tolerar,E acaba quase a chorar de ternura sobre o que tolerou!”(pp. 96)“Tenho tanto sentimento Que é frequente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é dividida Entre a verdadeira e a errada. Qual porém é a verdadeira E qual errada, ninguém Nos saberá explicar; E vivemos de maneira Que a vida que a gente tem É a que tem que pensar.”(pp. 189) “Sou imparcial como a neve.Nunca preferi o pobre ao rico,Como, em mim, nunca preferi nada a nada.Vi sempre o mundo independentemente de mim.Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas,Mas isso era outro mundo.Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja.Acima de tudo o mundo externo!Eu que me aguente comigo e com os comigos de mim!”(pp. 221)"Não sou nada.Nunca serei nada.Não posso querer ser nada.À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

  • Jordi Via
    2019-01-30 22:04

    Como sucede con los buenos elepés -permítanme la comparación- hay aquí tan buen material, que uno necesita volver a él una y otra vez.

  • Ana Filipa
    2019-02-01 23:01

    Pessoa é, sem dúvida, o meu poeta favorito. Nunca houve uma só pessoa com tanta criatividade e talento, capaz de criar múltiplos eus, tão diversos como apaixonantes. A antologia poética é um óptimo ponto de partida para descobrir a obra pessoana, com os seus principais heterónimos. Depois é continuar a encontrá-lo nas páginas de outras compilações de poemas e narrativas, como as cartas ou o livro do desassossego.

  • Ana Lúcia
    2019-02-18 20:44

    O que dizer depois de ler esta antologia poética?Não posso usar senão as palavras do próprio Fernando Pessoa, que como sempre me arrebatam a alma :“Não: não digas nada!Supor o que dirá A tua boca veladaÉ ouvi-lo já.É ouvi-lo melhor Do que o dirias.O que és não vem à florDas frases e dos dias.És melhor do que tu.Não digas nada: sê!Graça do corpo núQue invisível se vê.”

  • Rosa Ramôa
    2019-01-21 16:56

    http://youtu.be/siZgcWn-hag "Da mais alta janela da minha casa" de Alberto Caeiro

  • Paula
    2019-02-16 22:10

    Alberto Caeiro e Ávaro de Campos. Os extremos, a pessoa em Pessoa.Desafia, provoca, inquieta.O meu pai está no Caeeiro e no Álvaro de Campos. Eu sou o meu pai que é a PESSOA que revivo em Fernando Pessoa.Pessoa é para quem aceita desafios, precisa de sentir as palavras com a força de um estalo ou a delicadeza de um suave pousar de lábios...

  • Jesús
    2019-02-05 19:59

    Inspirador. Pessoa se antoja inagotable. Para releer una y otra vez, siempre.

  • Gabriella Vieira
    2019-02-16 17:54

    Sobre este amor intenso que tenho por Pessoa... <3

  • Ángel Morales
    2019-01-18 23:47

    «Ser es, para mí, admirarme de estar siendo»

  • I r h
    2019-01-18 17:46

    «Eres importante para ti, porque es a ti a quien sientes. Eres todo para ti, porque eres para ti el Universo, y el mismo Universo y los demás satélites de tu subjetividad objetiva. Eres importante para ti porque sólo tú eres importante para ti. Y si eres así, oh mito, ¿no serán los demás así?»

  • Sara
    2019-02-08 01:08

    No tengo palabras para describir la experiencia que ha sido leer esta antología, muy probablemente porque llevaba años sin devorar una de esta forma —desde que leí la de Machado por primera vez, hará ya un tiempo— y porque, en gran parte motivada por la figura tan extravagante que me parecía Pessoa, me adentré en ella esperando algo diferente. Y sin embargo, me he encontrado con una de las voces poéticas que más me ha entusiasmado desde que empecé a leer poesía. Leer a Pessoa es leer a Lisboa, a su época, a cada callejuela y a cada fibra de su ser en un «yo» que se fragmenta y supera los límites de la realidad. Dividida entre distintos libros que fue publicando bajo sus ya conocidos heterónimos, el volumen contiene todo el grueso de la obra poética de Pessoa, dentro de la cual se encuentran, en mi humilde opinión, algunos de los más maravillosos poemas de las Letras universales.«¿Qué sé yo del que seré, yo que no sé lo que soy?¿Ser lo que pienso? Pero ¡pienso ser tantas cosas!¡Y hay tantos que piensan ser lo mismo que no puede haber tantos!»

  • Francisco
    2019-01-19 00:51

    Este si que es un gran poeta moderno... Lo siento por don Antonio.

  • Ada
    2019-02-04 16:55

    "Amar es la eterna inocencia,y la única inocencia es no pensar."

  • Simina
    2019-01-20 20:00

    - nu știam de Pessoa înainte, acum sunt cel mai mare fan al personalității lui de farsor care își inventează și alimentează alte personalități. un tip deosebit de inteligent, de tolerant și de nonconformist- 560 de pagini de poezie repetitivă, jucăușă, cu sensuri înnodate (uneori topica îți testează concentrarea), scrisă de Pessoa și de cei 3 precursori imaginari ai săi (Caeira, Reis, Campos). am avut ambiție, am răzbit- câteva frânturi din Pessoa:„M-am povestit mie însumi la umbră și nu mi-am găsit vreun rost”„Atât de slab e vântul încât pare/ Că frunza tremură doar fiindcă-i vie”„Senzația că îmi sunt mie însumi doar un spin”„Moartea e doar strada la cotitură,/ A muri e doar a nu fi zărit”

  • Abilio
    2019-02-11 22:56

    Resumindo sensivelmente160 poemas de Fernando Pessoa, e dos heterónimos A. Caeiro, R. Reis e A. Campos a presente antologia inclui ainda cerca de 40 páginas do "Livro do Desassossego" de Bernardo Soares, esse outro Pessoa "alheado, como que desatento", mas possuindo também "uma inteligência aguda para se destruir e um poder de sonho sôfrego para o entreter". A selecção e introdução é de Isabel Pascola

  • Cecilia De Paula
    2019-01-24 19:48

    El hombre ha salido de la tabaquería (¿metiéndose el cambio en el bolsillo de los pantalones?).Ah, le conozco: es el Esteves sin metafísica.(El propietario de la tabaquería ha llegado a la puerta.)Como por una inspiración divina, Esteves se ha vuelto y me ha visto.Me ha dicho adiós con la mano, le he gritado ¡Adiós, Esteves! , y el Universose me reconstruye sin ideales ni esperanza, y el propietario de la tabaquería se ha sonreído.

  • Xavier
    2019-01-28 23:11

    De todos los heterónimos creados por Pessoa, Alvaro de Campos es el que más me ha llamado la atención, de hecho es el único que me ha gustado realmente y por el que pongo cuatro a este libro. Si tendría que volverlo a leer sin duda leería solamente a este heterónimo y en algo los primeros poemas del mismo Pessoa.

  • Angel Serrano
    2019-01-19 19:11

    Se puede considerar a Pessoa el poeta de la tristeza, de la depresión, de la soledad. Es la manifestación más pura del Fado: "me doy pena a mi mismo y a todos los demás".

  • Vasco Ribeiro
    2019-02-02 00:43

    dá uma ideia, mas não o panorama todo.4 partes: mensagem; poemas de Fernando pessoa. Poemas de Alberto caeiro; Poemas de álvaro de campos.Alguns dos poemas não estão completos. são extratos.

  • Ricardo Simião
    2019-02-14 17:48

    Um pouco mal diagramado para um livro de poesias mas contém as boas do Fernando.

  • Doutor Branco
    2019-01-22 18:56

    Fantástico!